Treinamento de Disciplined Agile na Gotodata

O último sábado foi um dia intenso de muito aprendizado e troca de experiências com essa turma de feras da Gotodata e da Fiat Chrysler.

Turma do treinamento de Disciplined Agile

O treinamento foi realizado na sede da Gotodata na Av. Raja Gabaglia em Belo Horizonte.

Tivemos participantes dos mais diversos perfis: CEO, cientistas de dados, gerentes, arquiteto de software e desenvolvedores. Todos muito interessados na entrega ágil de soluções!

O DA105 é o treinamento introdutório, mas apresenta as características do toolkit Disciplined Agile de maneira abrangente.

“Se todo mundo que fosse trabalhar com agilidade começasse por esse treinamento, seria tudo mais fácil.”

“Pude ter uma visão geral do DAD em apenas um dia.”

“Conteúdo abrangente e organizado.”

Estes foram alguns dos feedbacks dos participantes. 🙂

Os tópicos abordados cobrem a base do Disciplined Agile Delivery iniciando pela filosofia e pelos fundamentos dos métodos ágeis que formam a base do toolkit, passando pelos ciclos de vida e os diagramas de metas, que você usa para definir a sua forma de trabalho de acordo com o seu contexto.  “Your Way of Working!!”

Para quem prefere estudar sozinho eu indico o livro Choose your WoW!! Este é o último livro da dupla, Scott Ambler e Mark Lines, que são os criadores do Disciplined Agile.

Em breve estarei abrindo uma nova turma. Se houver interesse em participar ou levar esse treinamento para sua empresa, é só entrar em contato comigo.

#disciplinedagile #contextcounts #choiceisgood

Design Thinking, 4 mindsets para desenhar sua arquitetura

O design thinking se popularizou nos últimos anos principalmente sendo aplicado ao design de produtos. No contexto de software, ele se aplica à arquitetura, bem como ao desenho detalhado, à interação com o usuário ou a qualquer outra disciplina focada em design.

Design thinking é menos um processo e mais uma maneira de pensar sobre problemas e soluções do ponto de vista das pessoas afetadas por eles.

Michael Keeling

Segundo Michael Keeling em seu livro Design it!, um mindset de design é uma maneira de pensar sobre o mundo para que possamos focar nossa atenção nos detalhes corretos no momento certo.

Existem quatro mindsets de design que suportam o trabalho de design de arquiteturas de software:

  • Entender
  • Explorar
  • Fazer e
  • Avaliar.

Para desenhar sua arquitetura, você escolhe um dos quatro mindsets, escolhe uma prática relativa a esse mindset, aplica a prática para aprender algo novo sobre a arquitetura e vai repetindo como um ciclo na ordem que fizer mais sentido para você.

 

 

Agilidade em empresas dinossauro

Esse post é um resumo do que foi discutido no Openspace sobre Agilidade em empresas dinossauro proposto por Daniel Teixeira no primeiro dia do Agile Brazil 2016.

A sala estava lotada e a participação foi bastante ativa. Participaram pessoas de diversas empresas privadas e também do governo, com desafios comums ligados principalmente a cultura dentro das empresas “dinossauro”.

O grupo entendeu que “empresas dinossauro” não necessariamente são empresas de muito tempo de existência , mas sim empresas com uma cultura “dinossaurica”!!

Tentei organizar as minhas anotações e sintetizar o conhecimento que emergiu. Me perdoem se algo não fizer muito sentido. No momento que anotei o sentido era evidente!! 🙂

daniel

Cultura

  1. Coloque o Sponsor no taxi. Colocar o sponsor ciente das mudanças, explicar como funciona o Agile e os ganhos atingidos. “A agilidade não pode ser imposta e sim aderida.”
  2. Promova o intercâmbio entre pessoas do business e da TI. Como convencer o business? Coloque pessoas do business na TI e vice-versa. Isso pode quebrar a resistência das pessoas.
  3. Cole na onda de inovação. Nao estimule a TI Bimodal, use a seu favor como porta de entrada. A onda da inovacao deve permear toda a empresa.
  4. Quebre o apego ao passado com pilotos que entreguem valor. Não tente abraçar o mundo de uma vez só, faça pilotos em projetos e venda a idéia. Vender a ideia de cima pra baixo ou debaixo pra cima? “Agile, cabeça que se abre e nunca mais se fecha.” Use cases de empresas confiáveis como exemplo para vender a idéia.
  5. Contrate de forma ágil. Piratas fazendo ágil sem o cliente saber, mostrando benefícios e resultado.
  6. Quebre a resistência com DevOps. Use DevOps para quebrar a resistência. Suba as demandas sem o cliente saber e depois explique os ganhos e resultados. Use DevOps para quebrar a resistência da infra e adotar a cultura de infraestrutura ágil.
  7. Capacitação pela porta da frente. Promova a capacitação agile via PMO.
  8. Colaboração. Desenhe o processo ágil em conjunto.

Processos rígidos

  1. Use o MPSbr e o BPM ao seu favor. Identifique como ser mais ágil em cada processo, utilizando idéias do Agile para otimizar.
  2. Foque no ROI. Como mostrar dados para o cliente? Planeje e determine o custo no início e mostre os ganhos no final do projeto. O Bimodal pode ser porta de entrada para o agile quando há uma necessidade do controle devido a processos muito rígidos.
  3. Foque na melhoria de processos. Veja o que se tem de problemas no processo hoje e como a agilidade poderia resolver.
  4. Leve agile para a área de produto e não apenas na TI. o Agile (MVP, Sprints, Retros, etc) Mostrar a melhoria de cada projeto, usar o MVP, mostrar valor mais cedo.
  5. Colaboração. Crie processos ágeis em conjunto para quebrar a resistência. Esteja pronto para lidar com a resistência das pessoas. Promova a colaboração. Exemplos de resistência extrema: Cliente grita ao ouvir a palavra ágil; A área de qualidade não quer receber coisas antes; Contratação barras por compras e fornecedor perdeu o projeto.

Ansiedade

  1. Mudanças geram ansiedade e isso não é exclusividade do agile. Procure criar uma cultura de aceitação das mudanças. Falsa noção de controle do prazo fixo, custo fixo, time fixo, arquitetura fixa, quando chega próximo é que se vê que não vai conseguir gera ansiedade. Cultura de aceitar a mudanca combate isso.
  2. Capacitar o sponsor combate ansiedade. Cuidado com a falta de sponsor. O que é importante para o sponsor? Ele entendeu o conceito da agilidade? Você sabe e comunica porque mudar? Capacitar sponsor combate isso.
  3. Definicao de Budget gera ansiedade. No geral a direção acha que ágil é entregar rápido. Metáfora: “Vc pode pular do penhasco mas tem de cheguar rápido no chão com vida”. Livro “Scrum dobro em metade do tempo” explica os porquês. Promova leitura e grupos de estudo. Mudar para entregar o que as startups entregam.

Como tratar o legado?

  1. Novos sistemas demandam alterações no legado. Livro: trabalhando com código legado.
  2. DevOps ajuda a tratar o legado. Código legado é o que vc tem medo de alterar. Não tem documentação geralmente. Rastreabilidade não abrange tudo. Para atacar esse problema: Cobrir com testes , práticas DevOps, deploy canary, testes de integração ao alterar uma rotina.

Perfis juniores vs seniores

  1. Maturidade agile leva um certo tempo. Depois de 6 sprints o negócio melhora mas o projeto acaba.
  2. Problema de estimativas divergentes e imaturas acontece no início da adoção/transformação ágil. A média de maturidade do time tem de ser alta no Agile. Calibração das estimativas demora um pouco mesmo pela característica empírica do Agile.
  3. “Senioridade do júnior vs a junioridade do senior” Simplicidade nas soluções. Não fazer coisas mirabolantes.

Engajamento:

  1. Criação de um modelo de bootcamp ajuda o engajamento. “Escolhe em qual projeto vc quer trabalhar”. Melhorar capacitação, empoderamento e engajamento.
  2. Da pra fazer engajamento sem empoderamento? Daily, retro, planning , dar espaço para as pessoas falarem e contribuírem dá empoderamento para as pessoas. Algumas pessoas andam na contramão. Foi citada uma experiência de uma advertência por ter um livro específico em cima da mesa. O argumento foi que ele estava fazendo uma doutrinação por baixo dos panos.
  3. Promover uma experiência botton up de implantação de Agile. Agile pode emergir por opcao e iniciativa do time. É importante que a gestão tenha abertura para ajudar a promover as mudanças.
  4. Dar poder para pessoas sem maturidade pode ser tiro no pé. Time imaturo Geralmente fica em entregas técnicas e tem de se focar em entrega de valor. Empoderamento tem de ter experiência. Não adianta só entregar, tem de envolver o business. Faça demos e retros para promover o engajamento do business e tente ter um time dedicado para apagar incêndios com rotatividade do time.

Processo engessado

  1. Aceite os diferentes tipos de motivação. Algumas pessoas não puxam a mudança , não são pro ativas para promover mudancas, são boas em executar e executam bem. Tem de ser trabalhado de outra forma. Moving motivators do Management 3.0 identifica o que motiva aquela pessoa.

Falsa noção de controle

  1. “Status melancia: verde por fora e vermelho por dentro”. Métricas de vaidade : tem um número bonito mas sem valor. OKR é uma maneira diferente para pensar em métricas.
  2. “Travestir as coisas com ciência/tecnologia dá uma falsa sensação de controle e segurança.” Adote métricas simples e significativas.
  3. Não tenha medo de errar. Ver o erro como uma coisa boa e não tentar esconder os erros. “Diga como me medes que eu digo como me comportarei”

Ignição

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Hoje é um dia especial. Estou reiniciando o blog depois de um período sem postar. Deu vontade de escrever sobre algumas coisas, sabe.

O que disparou a ignição?

Bom, algumas coisas que estou estudando e outras que li recentemente. A virada da chave foi que senti falta de um canto para organizar as coisas que estou aprendendo e quero registrar e compartilhar.

Mas você tem tempo?

Não, não tenho. Mas peraí! Não tenho tempo para desperdiçar. Mas o tempo que vai aqui não é tempo perdido.

Que assunto?

Assunto é o que não falta não é!? Então vou me concentrar em coisas que me motivam, como engenharia e arquitetura de software onde tem muita coisa acontecendo. Vou falar de Agile, APIs, DAD e tecnologia também claro.

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